23 de novembro de 2010

MIGUEL O " BODE INSOLENTE "

Mais uma presença do ex-companheiro Joaquim António Lima Duarte, que desta maneira quis fazer uma homenagem ao bem conhecido bode do Lucunga, o "Miguel ". Quem se recorda ?







Miguel o “bode insolente”
“Figura” indissociável do Lucunga, no final da década de sessenta, início da de setenta, era o “famoso” e inquestionável “Miguel 30”, um bode, propriedade do sr. Santos, caçador emérito e que os insondáveis caminhos do destino, retiraram do nosso convívio, já nos últimos dias da nossa comissão de serviço.
A seu tempo aqui voltaremos para falar do sr. Santos, dos seus feitos... e dos nossos, mas hoje a crónica tem como referência o Miguel.
Recordam-se da imponência daquele animal e da sobranseria com que se passeava pela rua principal, qual “Trinitá bode insolente”, mirando-nos a todos de soslaio, à espera de notar um sinal de fraqueza, para então se arremessar - sim porque arremessar é o termo mais apropriado para classificar as suas investidas –contra aqueles que lhe viravam as costas?
Vários foram aqueles que, correndo bem mais do que o Usain Bolt, não tiveram forma de escapar ao Miguel, ele mesmo um autentico raio na perseguição às suas vitimas. De tal forma investia que mais parecia um raio... que os partia.
Por isso, não foram poucas as vezes em que, para gaudio do restante pessoal que assistia de palanque, lá viamos um dos nossos companheiros aperfeiçoar a técnica do voo rasante, varrendo a poeira do caminho ou entrando em casa da forma menos ortodoxa, depois de mais uma marrada do animal.
É verdade que nem sempre tais arremetidas tinham consequências mas, há por aí gente que teve que passar pela enfermaria, para curar as maleitas.
De dia ou de noite, sim porque algumas vezes nos cruzamos com ele, fora de horas e quando faziamos as rondas, era um perigo à solta – algumas vezes fizemos vários metros de costas para o caminho, de forma a vermos o animal bem de frente, precavendo-nos para não virar os pés por cima da cabeça, quando menos estivessemos à espera- .
De tal forma assim era, que foi pedido ao sr. Santos para prender o animal, o que acabou por acontecer. Para desgosto do mesmo, e pena nossa, pois deixámos de ter acesso a um dos nossos “momentos de lazer”, que começou quando alguém se lembrou de fazer algumas “judiarias” ao animal, pintando-lhe os chifres e, o que foi pior, caiar os “ditos cujos” do bicho, num acto que o Miguel tomou como ofensa à sua honra de macho, passando então a fazer justiça por conta própria.
 

4 comentários:

Ramiro Santos disse...

Ai que saudades que senti ao lembrar o bode "MIGUEL",que bom que alguém se lembrou do nome do bode,que permitia espetáculos, geralmente ao fim das tardes,em que havia sempre um voluntário que ousava enfrentá-lo! Era vê-lo levantar-se sobre as patas trazeiras e correr cerca de vinte metros sempre de pé e investir sobre quem ousava enfrentá-lo, que o agarrava pelos cornos e aí travavam uma luta amigável que era a delícia de quem assistia.Obrigado ao n/companheiro Lima Duarte por nos fazer recordar esses momentos. Pela minha parte muito obrigado, Ramiro Santos

Raul Sousa «Fafe» disse...

Que bem me recordo do «Miguel» que nos distraia fazendo-nos rir com as suas piruetas, e não só, como também o seu assédio sexual. Por vezes era como numa tourada, e grande parte das vezes ele saia vencedor, mas faziamos-lhe muitas patifarias, talvez foi esse o motivo de o animal ser bastante bravio. Confesso que também tive a minha culpa mas...

Anónimo disse...

Caros amigos nao fiz pate da v/compª mas sim da 1495 que esteve ai entre jneiro 66 e maio de 68 e recordo me do miguel que ja existia e do snr santos vi algumas fotos vossas e confesso que as saudades do tempo ai passado levaram e a soltar umas lagrimazitas obrigado por as trazerem até aqui um grnde abraço Albino Pires 1º cabo radiotelegrafista.

Anónimo disse...

Caros amigos nao fiz pate da v/compª mas sim da 1495 que esteve ai entre jneiro 66 e maio de 68 e recordo me do miguel que ja existia e do snr santos vi algumas fotos vossas e confesso que as saudades do tempo ai passado levaram e a soltar umas lagrimazitas obrigado por as trazerem até aqui um grnde abraço Albino Pires 1º cabo radiotelegrafista.