21 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE BOAS FESTAS DE LUIS CABRAL

Caros companheiros,

Votos de FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO.

Aquele abraço.

Luís Cabral


28 de novembro de 2010

23 de novembro de 2010

MIGUEL O " BODE INSOLENTE "

Mais uma presença do ex-companheiro Joaquim António Lima Duarte, que desta maneira quis fazer uma homenagem ao bem conhecido bode do Lucunga, o "Miguel ". Quem se recorda ?







Miguel o “bode insolente”
“Figura” indissociável do Lucunga, no final da década de sessenta, início da de setenta, era o “famoso” e inquestionável “Miguel 30”, um bode, propriedade do sr. Santos, caçador emérito e que os insondáveis caminhos do destino, retiraram do nosso convívio, já nos últimos dias da nossa comissão de serviço.
A seu tempo aqui voltaremos para falar do sr. Santos, dos seus feitos... e dos nossos, mas hoje a crónica tem como referência o Miguel.
Recordam-se da imponência daquele animal e da sobranseria com que se passeava pela rua principal, qual “Trinitá bode insolente”, mirando-nos a todos de soslaio, à espera de notar um sinal de fraqueza, para então se arremessar - sim porque arremessar é o termo mais apropriado para classificar as suas investidas –contra aqueles que lhe viravam as costas?
Vários foram aqueles que, correndo bem mais do que o Usain Bolt, não tiveram forma de escapar ao Miguel, ele mesmo um autentico raio na perseguição às suas vitimas. De tal forma investia que mais parecia um raio... que os partia.
Por isso, não foram poucas as vezes em que, para gaudio do restante pessoal que assistia de palanque, lá viamos um dos nossos companheiros aperfeiçoar a técnica do voo rasante, varrendo a poeira do caminho ou entrando em casa da forma menos ortodoxa, depois de mais uma marrada do animal.
É verdade que nem sempre tais arremetidas tinham consequências mas, há por aí gente que teve que passar pela enfermaria, para curar as maleitas.
De dia ou de noite, sim porque algumas vezes nos cruzamos com ele, fora de horas e quando faziamos as rondas, era um perigo à solta – algumas vezes fizemos vários metros de costas para o caminho, de forma a vermos o animal bem de frente, precavendo-nos para não virar os pés por cima da cabeça, quando menos estivessemos à espera- .
De tal forma assim era, que foi pedido ao sr. Santos para prender o animal, o que acabou por acontecer. Para desgosto do mesmo, e pena nossa, pois deixámos de ter acesso a um dos nossos “momentos de lazer”, que começou quando alguém se lembrou de fazer algumas “judiarias” ao animal, pintando-lhe os chifres e, o que foi pior, caiar os “ditos cujos” do bicho, num acto que o Miguel tomou como ofensa à sua honra de macho, passando então a fazer justiça por conta própria.
 

16 de novembro de 2010

MENSAGEM E FOTO DE RAUL SOUSA

Mais uma mensagem que nos deixa o nosso ex-companheiro Raul Sousa que nos presenteia tambem com uma foto do Crachá do RI20, que deixa certamente saudades para muitos

"Ola companheiros do Lucunga e não só, como também do quartel em Luanda RI20, que tão boas recordações me deixou, como o cinema ao ar livre, e o bom ambiente que existia. Resta-nos as saudades desse longínquo e nostálgico passado.
Um abraço: Raul Sousa - Fafe"

10 de novembro de 2010

TEXTO E FOTO DE JOAQUIM LIMA DUARTE

Do nosso ex-companheiro Joaquim Lima Duarte, recebemos esta fotografia, que antecedeu a um grande "Derby"No "Stádio" do Lucunga City.
Mas, para além de jogador, foi também reporter e conta como foi!




Em tom de desafio, porque afinal a memória faz parte da nossa vivência, sendo parte muito importante deste percurso, limitado no tempo, que é a vida, vou procurar recordar aqui alguns dos momentos passados neste espaço, que gostaria de rever, e ondeexistem locais e paisagens verdadeiramente fabulosos.

Vou deixar de parte a razão principal que nos levou até estas paragens, lembrando apenas momentos de convivio, que nos ajudaram a passar um ano de natural tensão, onde conseguimos cumprir as nossas obrigações e objectivos, felizmente sem perda de vidas humanas.

Fica também o desafio, ciente de que existem situações, por mais engraçadas e curiosas que sejam, que fazendo parte da intimidade de cada um, não devem, por isso mesmo, ser para aqui chamadas. Essas ficam para os momentos de convívio e má lingua.

Das outras, das que nos dizem directamente respeito, vamos procurar dar conta neste espaço.

Para pontapé de saída, aqui vai a primeira recordação.

O DIA EM QUE VOEI POR CIMA... DOS AVANÇADOS

Retribuindo a visita de cortesia e são convívio que a C.C. metropolitana aquartelada na Missão do Bembe, comandada pelo Capitão.....? Conde da Covilhã, sportinguista assumido, tinha feito ao Lucunga, para um jogo de futebol que havia acordado com o nosso Capitão Cardoso, ( não sei o resultado, por razão que me escapa e porque não joguei essa partida), fomos passar um dia a casa do “adversário”, com o jogo de desforra aprazado, onde seríamos extremamente bem recebidos e com direito a um almoço especial.

O engraçado da questão, no que a mim me diz respeito, é que o guarda-redes da “selecção militar do Lucunga”, era nem mais nem menos do que o Espirito Santo, furriel enfermeiro, com qualidades acima da média para ocupar o lugar (guarda-redes era algo que era inerente à famila Espirito Santo. O irmão foi um excelente guarda-redes de andebol).

Selecção a entrar em estágio (normalmente feito em unidade hoteleira de primeira qualidade, a “ Porta da Messe de Sargentos”, onde existiam uns cadeirões, extremamente confortáveis, feitos em aduelas de barril e de onde era só atravessar a “rua” para fazer um xixi, na mata) e eis que alguém trás a má notícia.

- Estamos sem guarda-redes. O Espirito Santo não quer ir.

Como se compreende foi um momento de aflição.

- Sem guarda-redes vamos ficar mal. Temos de o demover.

Criou-se de imediato uma comissão técnica (estava fora de hipótese incomodar o “seleccionador Cardoso”, por questão tão mesquinha) e fomos falar com o Espírito Santo.

Em vão, diga-se já, para abreviar caminho.

Sem nada a fazer, de imediato se destitui a comissão técnica e, no mesmo momento, com os mesmos elementos (esta coisa dos “tachos” já não é de agora), criámos o Gabinete de Crise.

A questão era: «vamos jogar e fazer má figura, perdendo com aqueles “marretas” ( por sinal até tinham bons jogadores), ou vamos dar uma desculpa e adiar o jogo?

O bom senso e a vontade de ir atacar o prometido almoço acabaram por falar mais alto e o GC decidiu e bem que iríamos almoçar. Considerando que o jogo seria apenas uma questão acessória.

Havia agora que arranjar alguém para fazer figura de guarda-redes e, sem ser preciso fazer “pim, pam,pum, o “sorteio” apontou cá para o baixinho.

Deram-me um equipamento preto, onde sobrava alguma roupa (CONFORME FOTO EM ANEXO), mas que me deu a inspiração para uma exibição digna dos melhores Estádios do Mundo. Qual Aranha Negra, a lembrar o famoso Lev Yashin, defendi tudo o que tinha defesa e não tinha, QUER DIZER... menos duas bolas que, do alto dos meus 1,67 m, me escaparam por pouco.

Contudo, não ficámos mal, pois o resultado ficou 2-2, e passámos à fase seguinte da competição, isto é, o almoço.

No regresso, talvez por já ser tarde, não tinhamos adeptos a vitoriar-nos, mas também não era preciso pois vinhamos de barriguinha cheia.

PS. Lembro-me que o Dias, de pé esquerdo, marcou um dos nossos golos. O outro que se acuse.


9 de novembro de 2010

FOTOS DE ARTUR HERMAN R.ARAUJO

Quando já não havia esperanças de encontrar fotografias referentes ao 1º Encontro de elementos da C.Caç.106, nas Caldas da Rainha, no dia 5 de Outubro de 2005, e respondendo ao nosso apelo, recebemos hoje do nosso ex-companheiro Artur Herman R. Araujo, estas fotos que hoje se publica. Como é habito dizer-se, mais vale tarde que nunca, aqui as deixamos para recordar.



3 de novembro de 2010

FOTOS DO 5º ENCONTRO - CALDEIRA DE SOUSA

Do nosso companheiro e amigo, Caldeira da Sousa, recebemos estas fotos referentes ao 5º Encontro realizado nas Caldas da Rainha








REVIVENDO O LUCUNGA



19 de Julho de 1969. Neste dia, sai do Regimento de Infantaria 20 de Luanda em Angola, a Companhia de Caçadores 106, comandada pelo então Capitão António Manuel Rodrigues Cardoso, com destino ao Lucunga, bem lá no norte de Angola, onde permaneceu durante um ano
Depois da saida de Luanda, e da passagem pelo Caxito, levámos o caminho de Carmona, onde pernoitámos. No dia seguinte retomámos a viagem, passando pelo Vale do Loge, Tôto, Bembe. e finalmente o Lucunga.





Ao chegar, deparámo-nos com uma aldeia, com uma só rua, com duas grandes valas, ladeada de casas abandonadas há alguns anos atrás, casas que se tornariam em nossas habitações. (casernas)




Coisas há que, o passar dos anos, e já lá vão 40, já se apagaram da memória, mas ainda há outras bem vivas, como é o caso das casas serem cercadas de arame farpado, passando a ser um improvisado Quartel. Do lado de fora havia uma sanzala, com cujos habitantes se convivia diariamente. Uma escola, a casa do Chefe de Posto, A Enfermaria, A Casa do Gerador, motor que se ligava por volta das 18 horas, para podermos ter Luz durante a noite.



Havia ainda a Pista para as Avionetas, onde semanalmente lá aterravam para nos levar os alimentos frescos, onde por vezes apanháva-mos boleia até Carmona onde apanhava-mos o "Dakota" para Luanda. Havia também o Campo de Futebol, onde por vezes se fazia uma "perninha" ajudando a matar o tempo.




Presente na memória está ainda o local onde estava instalada a Secretaria, onde estava o 1º Sargento Coelho, infelizmente já falecido, o Ramiro e o Adelino. O Comando, ligado interiormente à Secretaria.






As Transmissões, onde estava o Furriel Caldeira de Sousa, o Duarte, o Abreu, o Pascoal Carvalho, bem como outros, cujos nomes já se apagaram na memória.
O Parque-Auto, onde estava o Sargento Moreira, O Abel, o Alcobia e o Caridade. A Cantina, onde estava o Prior. O Material de Guerra a cargo do Hipólito e do Vitor, também já falecido.






Mais a baixo, a Messe dos Oficiais e Sargentos, o Refeitório e a Cozinha a cargo do Cabo Amaral. Tudo isto, sem esquecer as cabras e o bode do Santos, que por lá andavam à solta.




Foi um ano passado de bons e outros menos bons momentos, onde felizmente nada de grave aconteceu. Mas...não foi por acaso! Tudo se deve à pessoa que estava à frente da Companhia, que sempre soube ser humano, amigo, companheiro, camarada, um grande MILITAR. Por tudo isto, e para terminar este REVIVER O LUCUNGA, julgo estar em condições de poder dizer em nome de todos os elementos que compunham a Companhia, muito obrigado COMANDANTE!...
A.A.F.A.

30 de outubro de 2010

5º ENCONTRO CONVIVIO - CALDAS DA RAINHA

Restaurante Millenium, Caldas da Rainha

Este foi o local escolhido para o 5ºEncontro Convivio da C.Caç.106-69/70, hoje (30 Outubro) realizado. Estes foram os protagonistas!...

Como já vem sendo hábito, aproveitou-se o momento para se "matar" saudades dos 40 anos já passados. Houve de tudo um pouco: Desde o rever das fotografias, algumas delas já amareladas com o passar dos anos; lembrar várias situações, umas boas e outras nem por isso; até ao declamar poesia, como foi o caso do Manuel Patricio, ex-Alferes da Companhia, que nos presentiou com um poema de sua autoria.

Agora, resta-nos a esperança que a saúde não nos traia. para que para o ano possamos estar de novo em CONVIVIO. Até lá.



















(Clicar nas fotos para aumentarem)