26 de março de 2009

F. SANTOS RITA - EX. C.CAÇ.1101/70

Fomos contactados pelo F.Santos Rita, um ex-militar da C.Caç1101/70, pertencente ao RI20, também ele esteve, conforme nos conta em comentário a outro do José Veloso, no Bembe e no Lucunga. Segundo ele, foi esta Companhia que foi em socorro dos camaradas que nos renderam, no fatidico dia 4 de Agosto de 1971.
Reproduzimos aqui não só esse comentário ao do José Veloso, mas também um e-mail que acabámos de receber.

"Bons amigos:Faço aqui um pequeno reparo ao comentário anterior do Luís Cabral.A dita famosa emboscada na picada Lucunga -Bembe, aconteceu no dia 4 Agosto de 1971 e dizimou creio que foram 11 militares sob o comando do Alf. Silva Carvalho que também pereceu, tendo tombado junto à sua viatura na referida picada e cujo sangue ali perdurou por longos meses como marca desse fatídico local. O grupo que o mesmo comandava era da C.Caç.106 do RI20, à altura sediada no Lucunga, não pertencendo portanto à Companhia do Bembe, que era a C.Caç.1101 que também pertencia ao RI20 e que foi prestar socorro às vítimas, logo que disso teve conhecimento.F.Santos Rita (à altura Alf.da C.Caç.1101/70 e hoje ao dispor em f.santosrita@gmail.com e em http://veteranosccac1101-70.blogspot.com "

Bons amigosAqui vos deixo algo para darem uma olhada quando der jeito.Aquele abraço F.Santos Ritahttp://veteranosccac1101-70.blogspot.com/


6 comentários:

Anónimo disse...

A minha Companhia CART3451, chegou ao Lucunga, em meados de Novembro de 1971.
Rendemos uma Companhia continental que havia sido deslocada da Lembôa para o Lucunga, após a emboscada de Agosto de 1971.
Na zona, existiam 2 Companhias do recrutamental local, uma no Quiwuenga e outra no Bembe a (1101?). A 1101 ainda fez durante algum tempo a protecção à jangada do Coji. Aconteceu até, uma situação caricata, os comandos esqueceram-se do grupo que fazia essa protecção. Saturados, 1 mês depois, os elementos do grupo, resolveram regressar a pé ao Lucunga, abandonando o Coji, nós nem sabiamos donde eles vinham...
coisas malucas da guerra.

Luís Cabral

olimpio pinto disse...

Olá Camaradas!

Na realidade, a emboscada em que morreu o Alf. Silva Carvalho (mais 10 mortos,8 feridos graves, um feito prisioneiro ( cabo Hélder), foi em 1970 ( e não 1971).
( todos da minha Companhia - C.Caç.106.RI20/1970/71 - Lucunga,Nova Caipemba...

(Alf. Alegre Pinto)

olimpio pinto disse...

Creio já ter corrigido o lapso: a emboscada de 4 de Agosto foi no ano de 1970 ( mil novecentos e setenta).

Olímpio Alegre Pinto ( Alferes -C.Caç. 106/ RI20 - 1970/71).

Rudy Wilson disse...

Olá caros Senhores, estou à procura de informações sobre a fazenda Fernada propriedade do Sr. Moisés Ferreira de Carvalho (Português), era uma fazenda de café, tabaco e sisal, ficava situada no Lucunga, tive conhecimento que por volta de 1969 mais ou menos, a fazenda recebeu o primeiro destacamento de militares, penso que foi a C.CAÇ 1101, se as minhas informações estiverem correctas e/ou se alguem chegou a conhecer a fazenda ou tiver fotos que possa partilhar (ou indicar a localização no google earth), ficava muito agradecido. Era a fazenda do meu avô, e gostava de ter conhecido, e saber mais sobre ela. Um bem haja a todos, e muito obrigado.

Rudy Wilson

Mail de contacto: rudywilson@hotmail.com

Carlos Garcia disse...

Camaradas, Estive na emboscada de 4 de Agosto de 1970 em Lucunga, Lembro-me como se fosse hoje de tudo o que descrevem aqui. Fui o 1.º Cabo n.º 1302/69 Carlos Garcia da C. Caç.106/70,71 e 72 e gostava de retomar contacto com os camaradas deste tempo. Vou colocar fotografias da companhia no facebook. O meu e-mail é:fatimaecarlos@hotmail.com

Anónimo disse...

Esse caso ou emboscada o 1:cabo aux. Grosso é que teve que arrumar os corpos dessa gente e se não me falte a memória foi no dia 10 de Agosto que exumei os corpos levamos para a Capela aonde estava as urnas e tentei pegar um deles e até hoje não sei que foi o artista que me falou já fizeste a tua parte vai almoçar eram 16 horas em tomei banho e desenfeitei o meu querido cor pito e o Cozinheiro era um guarda roupa bem forte aquele povo indígena e me falou
Grosso tu ainda vais almoçar sei que almocei e depois bebi todas que acordei naquele bagaço todo sujo de tanto beber e nesse dia que acordei de ressaca fomos fazer um patrulhamento que a minha bolsa de enfermeiro era uma caixa de morteiro 60 pesada que não aguentei e a turma me ajudou a carregar. Agora o nosso valor foi por água abaixo com o Mario Soares e outros vendendo o País a essa C.E. que não aceito e nem tento viver aí, aqui sou Feliz. Abraço a todos os meus camaradas de sofrimento e dor nas piores horas. Felicidades a todos. GROSSO